Comprar uma casa é um dos maiores investimentos que muitas pessoas farão em suas vidas. No entanto, nem todos têm a sorte de ter uma quantia substancial de economias guardadas para dar entrada em uma casa. Se você se encontra nessa situação, não se preocupe - ainda existem várias opções disponíveis para você realizar o sonho da casa própria. Aqui estão sete maneiras de comprar uma casa quando você não possui nenhuma poupança significativa:
1. Programas de Financiamento com Baixa Entrada: Existem programas de financiamento habitacional projetados para ajudar compradores com poucas economias. Alguns desses programas exigem uma entrada tão baixa quanto 3% do preço da casa. Além disso, alguns programas governamentais oferecem assistência para pagamento inicial para compradores de primeira viagem ou para aqueles que atendem a determinados critérios de renda.
É importante ressaltar que os requisitos e as condições dos programas de financiamento com baixa entrada podem variar de acordo com a região. Os compradores interessados devem pesquisar e entrar em contato com credores e autoridades locais para obter informações detalhadas sobre os programas disponíveis em sua área.
Em resumo, os programas de financiamento com baixa entrada oferecem uma oportunidade valiosa para aqueles que desejam comprar uma casa, mas têm recursos financeiros limitados. Com a ajuda desses programas, é possível dar o primeiro passo em direção à realização do sonho da casa própria, mesmo sem economias significativas.
2. Empréstimo com Garantia: Se você possui ativos significativos, como um veículo ou outros imóveis, pode considerar um empréstimo com garantia. Com esse tipo de empréstimo, você usa seus ativos como garantia para garantir um empréstimo hipotecário. Isso pode permitir que você obtenha uma hipoteca com uma entrada menor ou até mesmo sem entrada, dependendo do valor dos seus ativos.
3. Parceria com Investidores: Outra opção é procurar por investidores imobiliários que estejam dispostos a fazer parceria na compra de uma casa. Eles podem estar interessados em fornecer o capital inicial em troca de uma participação nos lucros futuros da propriedade. Essa pode ser uma ótima opção se você não tem economias, mas possui habilidades ou recursos para gerenciar a propriedade.
4. Programas de Arrendamento com Opção de Compra: Alguns proprietários estão dispostos a oferecer contratos de arrendamento com opção de compra para inquilinos. Isso permite que você alugue a casa por um período de tempo especificado, com a opção de comprá-la no final do contrato. Durante o período de locação, você pode economizar dinheiro para a entrada ou trabalhar para melhorar sua situação financeira antes de comprar a casa.
Esta opção tem vantagens tanto para o inquilino e futuro comprador como para o atual proprietário do imóvel. O arrendatário, por exemplo, tem a tranquilidade de que se os planos não correrem como o esperado, o seu compromisso estará limitado a interromper o contrato de arrendamento nas condições legais habituais. Adicionalmente, o inquilino e futuro potencial comprador pode conhecer a casa a fundo e a zona onde esta se encontra, e assim perceber se a mesma se adapta plenamente às suas necessidades antes de formalizar a compra.
No caso do vendedor, o benefício é que usufrui de rendimentos e de uma rentabilidade durante os meses em que a casa está arrendada, o que pode ser uma opção interessante para os proprietários que estão com dificuldades para vender o imóvel.
5. Subsídios e Incentivos Locais ou familiares: Verifique se há subsídios ou programas de incentivo disponíveis em sua área local para compradores de primeira viagem ou para aqueles com baixa renda. Muitas vezes, governos municipais ou estaduais oferecem assistência financeira ou créditos tributários para ajudar os compradores a adquirir uma casa. Esses programas podem ajudar a cobrir parte ou toda a entrada necessária.
Outra das possibilidades é que alguém próximo (familiares, amigos etc.) tenha poupanças suficientes para poder emprestar ao comprador um montante que lhe permita fazer face a um processo de compra habitual.
No caso de não dispor de uma almofada financeira, uma via a utilizar é que seja um familiar (habitualmente os pais) a pedir um empréstimo pessoal junto do banco para poder cobrir o montante que não é financiado pela entidade. Esta alternativa é, logicamente, mais arriscada que a anterior, já que prevê um endividamento extra.
6. Comprar um imóvel em planta: Esta opção pressupõe comprar a casa antes de estar terminada e muitas vezes antes de se ter iniciado a construção, o que permite ir pagando prestações pouco a pouco até alcançar os 10% do preço que, no máximo, os bancos não financiam no crédito habitação; e poupar para pagar os impostos.
Segundo os especialistas, o ideal é procurar um crédito habitação num prazo de dois ou três meses antes de se poder começar a viver na casa.
7. Comprar um imóvel de Banco
Uma forma de aceder a um imóvel apesar da falta de poupanças é comprar uma casa de um banco. O negócio principal das entidades bancárias não é o imobiliário, pelos que os bancos oferecem estes imóveis a preços mais acessíveis. Adicionalmente, também apresentam soluções de financiamento adaptadas a este tipo de compra. Estes créditos habitação oferecem condições particularmente vantajosas para os clientes, já que o próprio banco é o principal interessado em desfazer-se destes imóveis que têm no seu balanço, por exemplo permitindo financiamento acima dos 90% e isenção da comissão de avaliação.
De acordo com as instruções do Banco de Portugal, os bancos apenas podem financiar acima dos 90% de compra os imóveis que pertençam aos seus balanços.
É importante lembrar que, ao explorar essas opções, você deve considerar cuidadosamente os termos e condições de cada uma e procurar orientação de um especialista em finanças ou empréstimos para garantir que esteja tomando a melhor decisão para sua situação financeira única. Com um pouco de criatividade e planejamento, é possível alcançar o objetivo de comprar uma casa mesmo sem ter economias significativas.
Espero ter ajudado!
Celeste Araújo
